Alcançando os animes em andamento

Depois de passar as últimas três semanas me dedicando apenas a obras do grupo CLAMP(não pergunte), eu finalmente alcancei os animes em andamento que estava assistindo. O post contem mais meus pensamentos gerais sobre a série em questão do que realmente a análise dos episódios. Os animes sem episódios entre parênteses são os que se encerraram nesse período(!) , e sim, esse tipo de post será bem frequente daqui em diante(mensalmente, talvez).

Area no Kishi (eps 22-24)

A melhor parte de todo e qualquer episódio de Area no Kishi.

Eu odeio Area no Kishi. Odeio odeio odeio. Eu poderia completar esse texto repetindo isso e mesmo assim não seria uma fração do quanto eu desprezo esse anime. Não tem simplismente nenhuma que se salve aqui. Animação, enredo, andamento, as táticas do jogo, como o time vence, a maldita “comédia”, os personagens, o drama. Tudo uma porcaria. Eu diria que é um típico shounen de esportes, mas Eyeshield 21(outro shounen de esportes) está anos-luz na frente desse. AnK nem acabou ainda, mas nem tem pra onde correr. Não importa o que o anime faça daqui em diante, o 1/10 que eu dou pra ele não mudará.

Fate/Zero (eps 22-24)


Do mesmo grupo que trouxe Fate/Stay night, Fate/Zero tem uma animação surpreendente, comparável a de Guilty Crown. Felizmente as semelhanças param por aí: F/0 possui um enredo parecido com o do seu antecessor(que na verdade é uma sequência), vários magos lutando com seus servos para tomar posse do Santo Graal. O final todos já sabem, já foi revelado em F/Sn, a graça aqui é ver o caminho até a resolução. Um caminho cheio de curvas. As cenas de ação são épicas e bem dirigidas, mas o show falha em alguns aspectos: Ryunosuke e o seu servo Caster foram inúteis, não trouxeram nenhuma contribuição significante para o anime(fora uma parte do passado de Saber que foi pouco explorado), com excessão da fantástica luta do episódio 12. Berserker vem e luta e vai, desenvolvimento zero. F/0 tem um elenco grande demais pro seu próprio bem, e fez a escolha certa de focar em apenas alguns deles, mas negligenciou aqueles que teriam uma importância maior no final, como Tousaka e o próprio Berserker. 7/10.

Hunter x Hunter (eps 34 e 35)

Pobre coitado…

Hunter x Hunter(ou HxH pra encurtar) tem sido bem interessante. Eu só assisti uns episódios aqui e ali no falecido Animax, portanto eu não posso fazer uma comparação completa. Mesmo assim, é possível perceber que o ritmo é mais rápido(o mangá estar bem a frente também ajuda). Apesar de ser mais um shounen onde um menino de cabelo espetado quer se tornar o melhor na profissão mais legal de seu mundo, ter enredos envolvendo vingança, um “ki” elemental(apesar do Nen estar a frente do chakra em termos de concepção e utilização), a verdadeira graça da série é a ambientação, esse mundo onde os Hunters podem quase tudo. Apesar o meu arco preferido, o da Ilha da Morte, ter sido cortado dessa adaptação, o atual(Heavens Arena) mantém a série forte, apresentando o Nen e todas as suas capacidades. O melhor arco de treinamento desde a Marcha da Morte de Eyeshield 21. 6/10.

Kuroko no Basket (eps 9-12)

Eu esqueci de tirar um screen shot durante o episódio, então eu só vou botar esse babaca assoando o nariz enxugando suor.

Esse ano não poderia ser pior para os animes de esporte. Depois de AnK, temos Kuroko no Basket, a maior armadilha para fujoshis que eu já vi. A história é interessante. O “membro fantasma” do melhor time de basquete dos últimos tempos chega a uma escola cheia de jogadores abaixo da média. Juto a ele, vem um sujeito que jogou nos EUA e portanto é a segunda vinda de Cristo caso ele quisesse jogar basquete. Premissa interessante, péssima execução. Sabe o que todo mundo reclama de animes de esporte? De que apesar de retratar um esporte coletivo só um ou dois jogadores de cada lado do conflito é quem ganham destaque? Basicamente um resumo disso. Fora que o anime é completamente uma galeria de personagens fanservice masculinos: tem o irritadiço sangue quente, o estóico, o cara de óculos(vocês sabem o quanto é arriscado jogar basquete de óculos?). Tem até um babaca com cara de gato. Eu poderia falar muito mais, provavelmente num review futuro, mas por enquanto, 4/10, e só.

Medaka Box

Agora isso é uma ressaca braba.

Com roteiro escrito pelo autor de Bakemonogatari, muita gente falava bem do mangá que inspirou a adaptação do estúdio Gainax. Uma decepção, principalmente no quesito personagens. Todos ruins, a começar pela protagonista Kurokame Medaka, cuja principal característica é não ter defeito nenhum, Tal qual o recém-revisado Kobato, Medaka Box trata de uma garota que ajuda os outros, mas enquanto os conflitos de Kobato pecavam por serem levez e por vezes melodramáticos, os conflitos em MB tentam ser resolvidos com um humor tosco e com uma inteligência digna de uma criança, fora o exagero pretensioso e irritante do anime. Que essa porcaria vai ganhar mais uma temporada mostra que a Gainax realmente morreu e que não há mais nada de sagrado no mundo. 3/10.

Mobile Suit Gundam AGE (eps 34-36)

Ele foge do exército, vira um criminoso e ainda pede permissão pra resgatar o próprio filho?

Uma parte dos meus pensamentos sobre AGE já foi postada aqui, onde eu falo mais sobre como Flit é um mau personagem e ajudou a arruinar o anime. Eu digo ajudou, porque ele não é a única falha. O enredo é mal apresentado, as lutas são medianas, a separação em gerações foi um conceito interessante, mas que foi jogado no lixo justamente pelo Flit, os arcos duram mais tempo do que o necessário, principalmente o primeiro, os personagens são rasos demais. 4/10, principalmente por causa da animação que não é surpreendente, mas consegue manter um bom nível de qualidade ao longo do show.

Queen’s Blade: Rebellion (eps 8-11)

Fazer essa imagem foi terrível, porque eu acabei me concentrando mais no processo de criação dela do que no material em si.

Eu vou ser sincero aqui: QB realmente é só um anime fanservice descarado, mas ao menos fazia isso direito. Ou talvez eu que tenha mudado, porque eu acho o fanservice dessa temporada de tão mal gosto e tão forçado, ainda mais do que as temporadas anteriores, onde ao menos se fazia o esforço de contar uma estória(fraca, mas havia). Nessa temporada, nem isso. 4/10.

Saint Seiya Omega (eps 10-12)


Saint Seiya Omega é uma versão modernizada de Saint Seiya. O original era fantástico e tudo mais, quando eu era criança. Reassistindo com mais maturidade(uns 6 meses atrás) eu pude comprovar todos os problemas da série, e não foram poucos. Com meia temporada adentro, o que aconteceu? Basicamente uma introdução do que são cavaleiros, cosmo e armaduras aos mais jovens. Nada demais. E a estória? Dessa vez (olha só!) eles precisam resgatar Athena. E os enviados do “Santuário” vão atrás deles Eu não esperava nada melhor mas… Hein? Como é? Cavaleiro ninja?! Chamado Haruto?!<strong3/10.

Sakamichi no Apollon (eps 8-11)

Blerg.

O anime mais aguardado da temporada, dirigido por nada mais nada menos que o homem, o primeiro e único Watanabe Shinichi, criador de Cowboy Bebop e Samurai Champloo. SnA trata de um grupo de adolescentes tocando jazz e se apaixonando. Como eu adorei a abertura de Kemonosume, o jazz é bem vindo. Mas o anime decepcionou um pouco. Ele foca demais no romance adolescente, e a ambientação não é totalmente explorada(post a caminho). Por enquanto, 7/10, podendo aumentar contanto que parem de focar tanto nesse romance sem sal.

Tsuritama (eps 8-11)

Eles estão usando vapor d’água pra sear as pessoas? Ou não? Isso não deveria piorar a situação?

Tsuritama se suicidou. Os primeiros episódios do anime(com exceção do primeiro) foram incrivelmente tediosos, sem nenhum tipo de desenvolvimento, no enredo ou nos personagens. Quando as coisas começaram a mudar, o estrago já estava feito: não havia mais nenhum tipo de interesse com o show para eu me importar com o que quer que acontecesse. A estória foi entregue de mão beijada, em vez de criar o clima e ir aumentando aos poucos os detalhes essenciais, para que o próprio telespectador desvendasse os mistérios. Talvez eles imaginassem que não levaríamos a sério, tal qual os protagonistas? Mesmo assim, a arte diferente e animação consistente não me deixam ser malvado demais com Tsuritama, e nem é possível, já que o anime não é realmente burro, só falhou em mostrar o quão inteligente era. 5/10.

Uchuu Kyoudai (eps 10-12)


Uchuu Kyoudai é um anime interessante tanto na premissa quanto na execução. Falando sobre dois irmãos(o mais velho quer se tornar astronauta, seguindo os passos do mais novo), a melhor parte da série é justamente a que lida com os aspectos técnicos da profissão(os testes de preparação, o exame para se tornar um astronauta, etc.). O andamento da série é meio tortuoso: abusa demais dos flashbacks(para explicar coisas atuais, como Mutta tem um fôlego tão grande, por exemplo), o que a deixa um pouco repetitiva. Mas a graça mesmo é ver como os personagens lidam com as situações impostas a eles pelos treinamentos, o que lembra um pouco Kaiji. Enquanto isso continuar, Uchuu Kyoudai não tem como falhar. 7/10.

Zetman (eps 10-12)

Eu tenho quase certeza de que isso não é uma reprodução fiel do mangá.

Zetman foi um fiasco. Os leitores do mangá esperavam uma adaptação fiel à fonte, casuais, baseando-se na sinopse, esperavam um anime maduro e com intrigas corporativas. O que ambos os grupos tiveram foi um Deadman Wonderland 2ª temporada, cheio de violência gratuita, velhos feios e uma adaptação mutilada pela censura. Não que tenha tentado ser mais do que isso. Embora tudo que aconteça tenha um certo seguimento lógico, os personagens são terríveis, principalmente , achando que salvar pessoas de aberrações monstruosas é brincadeira. O andamento da estória também não ajudou; a maior parte das coisas que aconteceram até aqui foi para mostrar o Jin se irritando e o quanto os players são malvados e merecem ser destruídos etc. etc.; não teve nenhuma indicação de uma estória, um plano maior. E quando houve, foi tarde demais. 4/10.

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