Ser um filme estragou Tales of Vesperia

Tales of Vesperia não tinha uma estória tão bem articulada quanto Tales of the Abyss, mas possuía no geral elementos tão bons ou até melhores que o seu irmão de sangue, mas a necessidade de espremer tudo em menos de duas horas foi o que acabou com a graça.

Mas por ser um filme, Vesperia focou mais em algo que os outros animes da franquia não deram muita importância: o relacionamento entre os personagens. O filme gasta mais tempo com diálogos e monólogos do que com explorações e lutas. Embora o desenvolvimento dos personagens continua sendo um conceito estrangeiro aos animes “Tales of”, os diálogos do elenco são o que dão energia ao enredo e movimentam a estória.

Quanto aos personagens em si, eles não são realmente um ponto fraco, mas a utilização deles é, e isso acaba prejudicando o conjunto da estória. É criado um sub-enredo da cerimônia(de coroação de uma princesa, presumido) simplismente pra fazer com que um dos protagonistas saísse da cidade. Os mercenários estão lá apenas para dar um pouco mais de carga emocional(que no final não influencia em nada) ao capitão do esquadrão.


Fosse uma série, Vesperia teria mais tempo para expandir esses elementos que, em filme, parecem ter sido apenas jogados lá para fazer a estória parecer maior do que é. O que é desnecessária, pois mesmo que a estória não seja um primor de originalidade, poderia ao menos ter sido um trabalho honesto consigo mesmo, em vez de tentar ser o que não é nem nunca conseguiria ser.

Um ponto realmente fraco do anime, considerando a fonte, são as cenas de ação. Adaptações de jogos não deveriam ter lutas tão mal coreografadas e cheias de movimentos desnecessários como as presentes em Vesperia. Só desperdiça a boa animação utilizada aqui. O ponto forte do filme, tal qual foi em Tales of the Abyss, é a ambientação. Embora não seja tão bem apresentada quanto em Abyss, o mundo de Vesperia(“mundo”, já que o palco principal da ação é apenas uma pequena cidade no meio de uma floresta) foi bem planejado, principalmente a questão do aer e da blastia, que são o ponto principal do enredo.


Tales of Vesperia foi no máximo mediano. Poderia ter sido bom se tivesse sido sincero consigo mesmo e mantesse uma apresentação básica e simples. Acabou por incluir elementos demais em um curto espaço de tempo, elementos que nunca teriam o desenvolvimento necessário para que eles tivessem um impacto verdadeiro na obra. Pagou por querer ser mais do que é.

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