Tales of Symphonia: genérico ao extremo

Não que tenha problema em ser genérico. Não importa se a sua estória é a milésima cópia de uma anterior, o que importa é que seja apresentada de maneira decente, de modo que compense a falta de originalidade. O problema é que nem isso ToS fez.

Eu tenho certeza que esse ataque é mais bem feito no jogo.

Quão genérico isso realmente é? É basicamente mesma estória de Ocarina of Time. A diferença é que em vez de um viajante solitário(como era em Zelda), aqui nós temos um grupo completo, o típico conjunto obrigatório em um RPG: o cavaleiro, o mago, o mercenário e dois “healers”. Essa menininha tem de ir de templo em templo pelo mundo, onde cada templo tem seu chefão, que ao ser derrotado vai dar um poder elemental(água, fogo, etc.) para ela. Ao coletar todos os quatro, a passagem para a Torre da Salvação será aberta, e o mundo será livre da destruição. Lmebra alguma coisa?

Mas como eu falei, não importa se a estória é genérica, a apresentação é que conta. E aqui, não conta. Tudo é feito de maneira apressada, como se não tivessem planejado direito o tempo que tinham. ELes cortam as viagens e se concentram mais nas batalhas no templo. Qualquer pessoa que já jogou RPG sabe que é nas viagens que acontece a maior parte da evolução, não da estória mas dos personagens. E quando a sua estória é medíocre os personagens poderiam representar um grande diferencial. E o não esforço que Symphonia faz com relação aos seus personagens é digno de nota.


Tal qual em Tales of the Abyss, Symphonia poderia ter apostado em uma crítica social, no caso o preconceito contra os meio-elfos, repudiados tanto pelos humanos como pelos elfos. O protagonista Lloyd põe a culpa neles o fato de que a mocinha Colette sofre por ser a escolhida, pois os inimigos Desians são todos meio-elfos. O problema é que os “healers” que acompanham eles na jornada também são meio-elfos(é o que se entende pela reação deles), mas nada mais é feito depois disso. Como se tudo tivesse sido feito para mostrar que os Desians não são humanos.

O que não é preciso, pois os vilão são terrivelmente caracterizados. É o mesmo que Gundam AGE, onde os vilões não parecem ter outra estratégia a não ser rir e matar. O objetivo é meio que revelado no final(onde tudo era uma grande conspiração oculta para fazer a pobre garotinha sofrer, oh não), mas até lá tudo é feito de um modo que você odeie os antagonistas, em vez de entender o porque de aquilo estar acontecendo. Até a parte em que toda a intriga é revelada, você simplismente não se importa mais com isso, você só sabe que eles são maus e pronto.


Como eu não uma máquina pura de ódio, eu reconheço que o anime teve partes boas(que no meio de tanta coisa mal-feita, são apenas medianas). Como o fato de que o escolhido para salvar o mudno vai se sacrificando lentamente(os sentidos, a visão, a fala, etc.) até perder tudo que lhe resta na Torre da Salvação. Isso foi inteligente; a pessoa perde tudo que a torna humana, e acaba se tornando um anjo e vai se reunir com a deusa criadora de tudo.

O último episódio foi um resumo perfeito do que foi Tales of Symphonia: em menos de 30 minutos quase todos os mistérios são revelados, porque o andamento ruim preferiu o impacto no fim por causa das “impressões finais”(onde muita gente redime estórias ruins porque teve um bom final), em vez de ir construindo um clima e ir revelando pouco a pouco. Não bastasse isso, são mostrados vários novos personagens, que serão destacados na sequência, Tethe’alla. E obviamente serão tão desenvolvidos quanto os personagens daqui.

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  1. Pingback: ToS: Tethe’alla foi salvo pelos personagens | Hitoribocchi Anime Clube

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