Resumo mensal – julho de 2012

Apesar do título, esse resumo também cobre parte de junho que não foi possível colocar no post adiantado que eu tinha feito naquele mês. Se é que alguém ainda se importa com animes que acabaram um mês atrás.

Blue Comet SPT Layzner OVA


Layzner é mais um dos milhares de mechas que popularam os anos 80. Com um detalhe interessante: se os anos 2000 foram a déada que Evangelion foi copiado a exaustão, Layzner é um semi-clone de Ideon, uma das inspirações para o próprio Evangelion. Só que enquanto Evangelion soube ter sua própria identidade(soube utilizar os elementos inspirados em Ideon de maneira inteligente), Layzner é quase uma cópia direta, especialmente o primeiro episódio. Uma pena, a fantástica música de abertura merecia um anime melhor. 4/10.

Chouyaku Hyakunin Isshu: Uta Koi(eps 01-05)


Eu não entendo Utakoi. Eu sei que está acontecendo uma caracterização importante, mas mesmo assim eu não consigo me simpatizar com nenhum dos personagens . Eu esperava que Utakoi fosse mais dramático, com alguns toques de comédia, tal qual o primeiro episódio, mas ultimamente os papéis se inverteram, e é meio estranho ver essa gente em situações engraçadas de repente falando tão sério. Mas eu não posso(e nunca vou) analisar um anime baseando no que eu queria que ele fosse, mas no que ele é. E eu infelizmente não gosto do que Utakoi é. 4/10.

Computer Kakumei


Computer Kakumei(ou Revolução dos Computadores), um pequeno especial de TV de 10 minutos, é um dos melhores animes futurísticos que eu já vi, não por causa da estória em si, mas pela ambientação, repetida mas bem explorada. A ambientação futurística sempre foi usada para animes de ação ou exploração espacial, mas para esse tipo de drama? O uso de tecnologia avançada nos deu coisas como como mechas gigantes ou viagens dimensionais, mas nunca deu destaque para prever desastres naturais ou exames médicos como os da figura? Pode parecer meio impossível de acontecer nos próximos 8 anos como Computer Kakumei prevê, mas quem sabe. Se existe uma coisa que os japoneses ensinaram ao mundo é não subestimálos quando se trata de tecnologia. 7/10.

Fate/Zero (final)


O final de Fate/Zero foi satisfatório. Como eu já tinha falado antes, todo mundo sabia como seria o final, mas F/Z foi além disso. O epílogo, mostrando como os mestres estão depois da Guerra foi a melhor parte do episódio, principalmente o começo da vivência entre Shirou e Kiritsugu. No mais, o final foi bem a cara da série: boas cenas de ação com horas e horas de falação. 8/10.

Futatsu no Kurumi


Futatsu no Kurumi é um curto OVA(uns 40 minutos) sobre uma menina que acaba voltando no tempo, para a Tóquio durante a 2ª Guerra Mundial. Eu não posso pegar muito pesado com ele, que é claramente um anime para crianças, mostrando a dificuldade que era viver durante a guerra. FnK fica abaixo de outros “irmãos” de gênero, como Hotaru no Haka, mas acima de outros, como Hadashi no Gen. A maior falha do anime é suavizar no impacto que é ter uma menina do futuro voltar ao passado. Aparentemente os japoneses da década de 40 não se importariam se uma garota com calça jeans e celular aparecesse na frente deles, não, nada. Mas como eu falei antes, isso é obviamente um anime infantil, marca que também é visível no estilo de arte usado. Os personagens também são bons, embora o drama seja meio previsível e as vezes meio forçado. No fim, Futatsu no Kurumi vale a pena. 6/10.

Holy Knight


A melhor coisa em Holy Knight são as igrejas, muito bem desenhadas. Infelizmente, elas são só o plano de fundo, e mesmo assim tem mais substância do que qualquer personagem presente nesse OVA. Personagens fracos, estória medíocre e sem inspiração alguma, basicamete um ctrl-c ctrl-v de qualquer outro anime de fantasia. O pior é o final com cara de incompleto. Enfim, Holy Knight não merece lá muita atenção então 3/10.

Hunter x Hunter (eps 36-41)


Esses episódios de transição entre o arco da Heavens Arena e o de Yorkshin foram bons não só por finalmente darem uma pista do Ging, mas também pode caracterizarem melhor a Mito. Antes ela era só uma espécie de pit stop, onde o Gon ia descansar entre um arco e outro. Deram um lado mais humano pra ela, o que foi muito legal. Minha única reclamação é que eu queria que o Kurapika parasse de se assanhar todo quando vê um olho de Kurta. Você quer chegar até os chefões do submundo com esse comportamento amador? Pft. Yorkshin é o meu arco favorito do pouco do que eu assisti do HxH original, tanto por finalmente introduzir o Genei Ryodan quanto pelo mistério de Greed Island. Que continue assim. 6/10.

Jinrui wa Suitai Shimashita (eps 01-05)


Jintai é fantástico. Espetacular. Então, não existe uma estória, apenas pequenos arcos de 2 episódios, mas tudo bem porque a exploração da abientação é genial. O arco do mangá, toda uma referência ao mundo dos doujins e à indústria do mangá, devem ter sido os melhores episódios da temporada. Jintai é uma crítica ao atual estado da humanidade, aparentemente, talvez, eu acho, e toda essa crítica social(o arco da fábrica alfinetando o capitalismo em geral; o segundo sendo mais um tapa na cara dos otakus) é bem planejada. E não tem quem me convença de que aquelas galinhas sem cabeça não são uma referência a Coragem, o Cão Covarde. 7/10.

Kimi no Iru Machi


Kimi no Iru Machi é um enigma. O drama é muito bem apresentado e apresenta os personagens de maneira forte, mas é só isso. Não leva a lugar nenhum, é inconsequente. Ele basicamente existe só por existir, e isso é uma falha. Você nao faz seus personagens passarem por sofrimento emocional a toa, só porque. É preciso haver um motivo por trás daquilo. Senão, isso demonstra falta de criatividade, que você é capaz de criar personagens fortes e boas relações entre eles, mas não consegue direcionar esse crescimento para nehuma direção. Mesmo com essa falha na estória, como eu disse antes, o drama é muito bem feito, e os personagens quase compensam a falta de história. 5/10.

Kuroko no Basket (eps 13-17)


Falando francamente, eu não me importo nem um pouco com esse anime. Eu nem ia mencionar nesse mês, mas o Brasil tá ganhando da Austrália nas Olimpíadas então pronto. O que eu mais gostei(ou talvez a única coisa boa) foi a caracterização do Aomine. Em vez de ser só mais um gênio arrogante, ele tentou se integrar ao grupo, ele tentou ser “um amigo”, mas viu que era inútil e preferiu ser o cara com cara de mal em vez de continuar se enganando. No resto, é a mesma coisa que Jormungand fez, tentando forçar ser legal. Eu percebi que eu me preocupo mais com Omega do que com Kuroko, aí eu ia inverter as notas deles(4 pra Omega, 3 pra Kuroko), mas só o Aomine me fez manter a nota. 4/10.

Mobile Suit Gundam AGE (eps 37-41)


Então AGE finalmente virou o que prometia ser. Depois de 40 episódios. Não só dando um destaque maior aos Vagans, mostrando eles como humanos que sofrem assim como nós. O conflito agora ganhou ares mais realistas, sendo que Ezelcant lembra Hitler na sua ambição de procurar o espaço vital dos Vagans, e a própria luta entre Vagans e terráqueos pelo direito de viver na Terra parece o conflito entre israeleses e palestinos. E agora as três gerações que o narrador tanto nos lembra que vão mudar a história finalmente vão entrar em ação juntas. Já estava na hora. 6/10.

Moyashimon Returns (eps 01-04)


Muita gente se decepcionou com a nova temporada de Moyashimon. Por quê? Eu não vejo nada aqui que não estivesse presente na temporada anterior. Repetindo o que eu disse antes, esses episódios possuem toda a essência do anime, tudo o que a primeira temporada fez de certo e errado está presente aqui. Bom, talvez o Yuuki tenha aparecido mais aqui do que na primeira temporada inteira, onde sumiu e só foi aparecer lá no final como uma garçonete porque… quem sabe. Enfim, agora que o passado de Haruka veio de novo perturbar a vida acadêmica dela, vamos esperar que isso tempere mais o anime(Entendeu? Entendeu?). 6/10.

Muv-Luv Alternative: Total Eclipse (eps 01-05)


Muv-Luv se estragou bem rápido. É até bem divertido porque o anime quer tocar em assuntos como xenofobia e coisa e tal, mas não dá pra levar a sério quando você tem um babaca irritado porque não consegue pilotar um mecha decentemente. O fato de os demais personagens serem todos estereótipos nacionais também não ajuda muito. Enfim, eu nem sei se essa história de preconceito é pra ser levada a sério ou se é só a melhor maneira que encontraram pra criar tensão entre Yuuya e Yui. O resto dos episódios ou foi gasta mostrando o treinamento deles ou com clichês de harém. 4/10.

Natsuyuki Rendezvous (eps 01-04)


O primeiro episódio de Natsuyuki foi uma boa armadilha, sendo meio leve e espirituoso, logo dando lugar a um drama bem traçado apresentados nos episódios seguintes. A dinâmica entre Hazuki e Shimao é mesmo o ponto forte daqui, porque é o que mostra a diferença entre dois mundos, aquele que pode ajudar a pessoa amada e aquele que só pode assistir e sofrer calado. Calado não, mas cuja tristeza é incapaz de alcançar a pessoa importante, o que deve ser ainda pior. A cena da figura deve ter sido a melhor da temporada até agora. Fora isso, a relação entre Hazuki e Rokka se desenvolve de maneira interessante, não sem clichês, mas feito de um modo maduro o bastante pra criar uma simpatia entre os personagens e a audiência. 7/10.

Saint Seiya Omega (eps 13-16)


Então SSO virou Pokémon, com os heróis saindo em busca das insígnias para… quem sabe. Ou talves sejam aqueles brasões de Digimon S1, que vai despertar novas habilidades e etc. Pra resumir, continua sendo um desfile de clichês, sem nenhum traço de originalidade. Mesmo assim eu me surpreendi esperando pelo episódio da semana seguinte, então eu imaginei que era meio injusto e aumentei a nota dele. Só por isso mesmo. Mas se continuar a ter episódios imbecis tais quais esse 16, eu não serei tão generoso assim. 4/10.

Sakamichi no Apollon (final)


Como alguém falou no twitter, Sakamichi no Apollon virou uma novela. Um melodrama. Todo mundo esperava jazz. Houve uns 10 minutos de jazz contando todos os episódios. O resto do tempo foi gasto com romance adolescente que todo mundo já cansou de ver. Eu fico feliz de que Kaoru e Ritsuko não ficaram juntos pelo menos. Ele se confessou, nada aconteceu; qualquer desenvolvimento positivo teria sido forçado demais. E as personagens femininas foram fracas demais, a própria Ritsuko e Yurika. Elas não tem nada por si fora quererem se devotar aos homens da vida delas. 7/10, e o pior é que ainda dá a sensação de ser uma nota mais alta do que ele merece.

Shiranpuri


Como prometido aqui. Shiranpuri teve de longe a direção artística mais interessante do projeto desse ano. O estilo de arte, simulando um desenho infantil, combina muito com o tema da estória: bulying. O problema foi a má direção. Eu gostei de abordar esse tema não do ponto de vista da vítima, mas de uma testemunha, mas os personagens totalmente estragam o que o episódio queria fazer. Don-chan apresenta um desenvolvimento, e sendo a vítima isso é importante, mas tanto Yaragase quanto o protagonista/narrador não. Ou se ele apresenta, é apresentado de maneira fraca, e esse(mostrar esse crescimento humano) era o principal objetivo do anime. Shiranpuri tinha potencial pra mais. 6/10.

Enquanto isso, o YATP 2012(a ser exibido ano que vem) já foi confirmado. O recém fundado estúdio Trigger, do diretor de Gurren Lagann, vai participar dele. Eu mal posso esperar.

Sword Art Online (eps 01-04)


É incrível como SAO decaiu rápido. O primeiro episódio foi muito bom, teve suas falhas, mas introduziu conceitos e ambietação espetaculares. E tudo começou a decair daí em diante. O drama é forçado ao máximo e sem profundidade nenhuma, os personagens são completamente imbecis, a direção é mal feita. Aquele negócio da guilda dos Gatos Negros veio totalmente de lugar nenhum, e é divertido pensar em como deram destaque àquela mecânica das espadas no primeiro episódio, e daí em diante fazer com que todo mundo apenas fique balançando elas durante as lutas, como se não tivesse relevância nenhuma. Todo o potencial que SAO mostrou no começo já começou a escorrer pelo ralo. 4/10.

The Epic of ZektBach


The Epic of ZektBach é sobre Shamshir, uma dançaria do ventre princesa que acaba encontrando uma espada demoníaca que, quando em turbo mode cerca o usuário com matemática vermelha. Ela usa essa espada pra quase eliminar a população de um país inteiro, mas o próprio povo do país dela fica com medo desse poder e decide executar Shamshir. Ela acaba escapando e mata todo mundo. É o que eu acho, porque a apresentação do enredo é tão entediante, eu fico com sono só de escrever sobre ele. Isso deveria ser uma homenagem ao músico ZektBach, que compôs a trilha sonora para vários jogos da Konami. Você ia imaginar que fariam ao menos alguma coisa decente para homenagear um colaborador, e se tratando de um músico, que tivesse uma trilha decente. Me lembre de recusar quando oferecerem uma homenagem em anime para mim. 2/10.

Tsuritama (final)


Como eu tinha dito antes, Tsuritama se suicidou. Os incrivelmente desinteressantes episódios iniciais tiraram qualquer vontade minha de me importar com os personagens. Ou melhor, eles que não quiseram que eu me simpatizasse com eles. Quando a coisa começou a ficar séria, eu já não dava a mínima pra nada que acontecesse. O mesmo vale pro último episódio, que foi também um resumo do que foi a série, um bando de caras se juntando pra pescar, agora um alien em vez de um peixe. O pior foi o epílogo, mostrando todo mundo se reunindo alegremente, quando o melhor final obviamente era Haru e os outros ETs indo embora e deixando Yuki e os amigos dele com lembranças daqueles tempos. Muito fraco. 5/10.

Uchuu Kyoudai (eps 13-18)


Uchuu Kyoudai deve ser o melhor anime em exibição. Esse teste da sala fechada mostrou o que o anime tem de melhor, a caracterização. A interação entre os personagens, e os personagens em si, continuam sendo o ponto forte da série. O enredo pode ter estacionado(é inevitável, considerandoo rumo que a estória vai tomando), mas o andamento continua ideal, sem ser muito lento ou muito rápido. Enfim, é interessante notar que Uchuu Kyoudai a sua essência não mudou, continua sendo sobre um homem revisitando o passado procurando um caminho para seguir em frente, então eu nem deveria mexer na nota. Mas se aquele Michael Jackson do episódio 18 não me fizesse aumentar a nota, nada nesse mundo iria. 8/10.

Zetman (final)


Então aparentemente Zetman foi uma espécie de “prólogo” para as prováveis aventuras do personagem principal, como se fosse apenas uma introdução para o que ainda está por vir em vez da história principal em si, tipo aqueles filmes que são lançados depois da história mas contando o antes. Deu pra sentir que Zetman deu uma guinada na reta final, mas eu não consegui me acostumar com esse character design que dá a impressão que existe um palmo de distância entre os olhos, e o fim clichê. E aquele cara de túnica serviu pra quê mesmo? 4/10.

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