Primeiras impressões – Psycho-Pass

Um mundo onde o estado mental dos humanos e as características de suas personalidades pode ser quantificada. Enquanto todo tipo de tendência é gravada e policiada, esses números usados para julgar as almas das pessoas são popularmente chamados de Psycho-Pass.

Foi até melhor do que eu esperava. Quando se trata de um anime hypado como esse foi, é sempre bom ter um pouco de cautela ao fazer as análises pra não ser injusto, para não exagerar tanto nas qualidades como nos defeitos.


Production I.G animando um show policial. A primeira coisa que me lembrou foi GitS: SAC. Existem muitas semelhanças aqui. Essa ambientação com um potencial gigantesco a ser explorado, um elenco extenso, o toque meio sombrio. Agora não temos Kenji Kamiyama, mas Naoyoshi Shiotani e Gen Urobuchi como peças chave na produção de Psycho-Pass. Shiotani não é bem um novato no negócio, já tem mais de uma década de carreira trabalhando como animador(tendo inclusive trabalhado em GitS: SAC), ou seja, a única possibilidade que havia do anime ser ruim, que seria de um diretor inexperiente arruinar o roteiro do Urobuchi, está basicamente anulada.

Falando sobre o anime em si, a impressão que eu tive é como se tivesse sido inspirado em Minority Report, onde um sistema avançado é quem julga e sentencia as pessoas. Isso abre margem para vários possíveis casos, inclusive com o que aconteceu nesse episódio 1. Psycho-Hazard. A juventude se corrompe fácil, então o Psycho-Pass de alguém infectaria o de outra pessoa, tornando-a uma criminosa mesmo que ela seja só uma vítima e nunca tenha nem roubado dinheiro da carteira da mãe.

Os responsáveis por executar a lei são um grupo de bandidos perigosos, que devem ter feito algum tipo de pacto pra poder andar por aí carregando essas armas loucas sem nenhum tipo de fiscalização. Óbvio que a ambientação sci-fi já cobre todo tipo de buraco que a narrativa possa ter: o gatilho só destrava se o sistema reconhecer que o Psycho-Pass do alvo tenha ultrapassado determinado limite, e, por se tratarem de criminosos, lógico que deve haver algum tipo de monitoramento eletrônico. Todas as bases estão cobertas. Bravo, sr. Urobuchi.


A animação é top de linha. Top top de linha. Tudo bem que Production I.G fez Guilty Crown, mas ainda bem que eles fizeram GC. As altas vendagens daquele anime asseguraram cofres ainda mais cheios para o estúdio, que não teve pena e despeja muito cuidado na animação e, principalmente, nos backgrounds. Esses cenários são lindos, esses arranha-céus com as luzes acesas e banners de lojas e tudo mais, tudo feito com capricho. A música é bem atmosférica, ou seja, mescla bem com a fluidez da narrativa, e acaba passando meio que desapercebida.

Se eu tivesse que dizer um ponto negativo do episódio, seria a protagonista, Akane Tsunemori. Eu entendo o que o Urobuchi quer fazer aqui. Vamos pegar essa menininha, acabou de sair da academia de polícia a coitada, inocente e ingênua, não sabe nada sobre o mundo podre e decadente que ela vai ter que enfrentar. Aí, tome tortura psicológica. Só podemos esperar que isso aconteça logo, ou pelo menos de maneira eficiente.


Então, Psycho-Pass. Ótimo primeiro episódio, talvez até melhor que o de Shin Sekai Yori. Mostrou fragmento do que pode ser uma ambientação formidável e que merece ser explorada com todo o cuidado, ainda não há pistas muito claras sobre o enredo, mas nós teremos mais 21 episódios pra ver isso se desenvolver.

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