Resumo mensal – dezembro de 2012

Com um pouquinho de atraso devido às festas de começo e início de ano. Como as comemorações me fizeram esquecer muita coisa, a maioria das coisas escritas aqui é inventada e não tem nenhuma relação com o que realmente aconteceu. E, como prometido, novidades no cabeçalho.

Arata naru Sekai: Mirai-hen


Arata naru Sekai é um projeto multimídia que envolve uma light novel, um mangá e um anime, cada mídia contando um “capítulo”. O anime contou o capítulo do futuro, ou seja, a conclusão da estória, o que significa que muita coisa é deixada sem explicação, ou então para o espectador especular os acontecimentos. Trata-se de uma obra pós-apocalíptica, o que tira parte da graça, já que metade da diversão quando se trata desse tipo de anime é ver como as coisas aconteceram. O que eu torço é para que Anata naru Sekai venda relativamente bem para ao menos adaptar a estória toda para anime, em vez de ser algo todo repartido.

Code:Breaker (eps 09-13)


Code:Breaker é um mistério, porque contou uma estória que, vista por cima não tem maiores problemas, um enredinho simples sem maiores reviravoltas, mas mesmo assim consegue ser totalmente desinteressante. Talvez a culpa recaia nos personagens que não são desenvolvidos e possuem menos carisma que uma tábua de madeira. O próprio enredo teve vários pontos previsíveis, o que tirou muito a graça do anime. Ou talvez achar uma explicação racional seja inútil, C:B foi simplismente chato e ponto final. A única ponto que eu considero positivo é a animação, que permaneceu acima da média durante toda a série(algo que K, que tinha um muito maior, não conseguiu). Agora, ainda temos mais 3 OVAs que vão além da série, mas a pergunta é, quem se importa?

Houkago Midnighters


O que mais me surpreendeu nesse filme foi que era um filme infantil. Quando as primeiras imagens saíram, eu imaginei algo diferente. Houkago Midnighters foi legal, nada de que vá fazer você dar pulos de excitação ou dormir de tédio; os únicos grandes defeitos são justamente as personalidades das três protagonistas, que são irritantes demais até mesmo para um anime infantil, e a CGI, que embora tenha sido a mesma coisa feia de sempre, de certo modo casou bem com o tema e a proposta do anime.

JoJo’s Bizarre Adventure (eps 5-9)


O começo da parte 2 realmente elevou o nível da série, adicionando nazistas e começando a explicar o mistério que estrá por trás da marca. Mais importante ainda, teve a volta do Speedwagon(a gente não consegue viver sem ele). Aquela luta com o Straits, apesar de ter sido fantástica, foi totalmente sem sincronia com o o que foi apresentado(quem era Straits mesmo?), e mesmo Jojo sendo mais apresentação e menos lógica, tem coisas que eu sinceramente não posso deixar passar.

K (eps 10-13)


Eu agradeço a K por ajudar a sustentar a minha teoria do suicídio: uma obra com um final decente(considerando as circunstâncias), mas com um começo tão arrasadoramente entediante que quase todo mundo perde o interesse de acompanhar, ou seja, ele se mata. Eu entendo que ficção se sustenta em mistérios e revelações, mas não existe nada que justifique porque foi levado tanto tempo para explicar pontos tão importantes do enredo. E eu repito, o que foi essa coisa toda? Qual era a mensagem do anime? Apenas uma briga entre gangues? Qual é o nosso prêmio por suportar 11 episódios de nada e 2 episódios decentes? Um bando de sujeitos gritando e uma segunda temporada. Eu nem sei o que dizer.

Kyousougiga


Contando dessa vez com 5 episódios, o mais recente Kyousougiga teve mais conteúdo d que o antecessor(que contou com apenas um episódio), e consegue ser bem sucedido naquilo que se propõe a fazer: mostrou mais do mundo onde é ambientado, mostrou mais um pouco do passado dos personagens. Continuou também faltando um pouco(ou tudo) do enredo, e também não se pode dizer que os personagens foram desenvolvidos, ou que eles sequer tenham personalidades, eles simplismente reagem aquilo que é jogado para eles. Resumindo, se você vai gostar ou não de Kyousougiga é mais uma questão subjetiva do que objetiva.

Magi (eps 9-12)


Esse mês foi um resumo do que é Magi no geral: a maioria dos personagens é no mínimo acima do aceitável, o problema éjustamente a dupla protagonista, Aladin e Alibaba. O primeiro nem se fala, ele não tem desenvolvimento nenhum até aqui e não possui personalidade ou característica nenhuma fora gostar de seios. O Alibaba é pior ainda, não basta ser pouco desenvolvido, ele nem carisma tem, toda vez que ele aparece na tela ou é para falar alguma idiotice ou para ser um idiota no geral. Esse arco(bem extenso, por sinal) está dando muito destaque para ele, e eu sei que uma hora ou outra ele vai mudar de chorão para badass. Eu só queria que isso acontecesse logo.

Psycho-Pass (eps 9-11)


E a grande reviravolta (aquilo que todo mundo já vinha esperando) finalmente chegou. Muita gente fica toda excitada com esse tipo de coisa, mas mantendo meu espírito cético isso só faz aumentar o número de questões que a série precisa responder. Analisando essa primeira metade de PP, é fácil perceber que, tal qual Jojo, o anime preferiu a apresentação do que qualquer outra coisa, se apresentando como um anime distópico e tudo mais, mas a ambientação aqui é tão mal explorada que mal dá pra dizer que é realmente uma distopia, apenas um governo aparentemente opressor, e sim, são duas coisas totalmente diferentes.

Robotics;Notes (eps 9-11)


Vários colegas meus da blogolândia celebraram essa reta final da primeira metade de R;N, como um indício de que “agora a estória finalmente vai começar a andar”. Eu fiquei me perguntando quantas vezes nós não tínhamos falado isso antes? Agora vai, só esperar. Não foi ainda, mas agora, olha aí. Ainda não, só mais um pouco, tenho certeza. Olhando em retrospecto, a “estréia” do GunPro-1 não parece ser uma metáfora para o que tem sido R;N até agora? Muito hype, um barulho tremendo e ZzzzZZZZzz. Mesmo que as coisas melhorem daqui por diante, é prudente lembrar que a primeira metade do anime foi um desperdício.

Sakasama no Patema: Beginning of the Day


Essa mini-série de 4 episódios serve como prévia para o próximo filme do genial Studio Rikka(Eve no Jikan). Mesmo com tão pouco material divulgado, o que foi revelado é o bastante para tornar o filme que será lançado obrigatório: em uma sociedade distópica, aconteceu algum desastre que fez com que um grupo de humanos fose viver no subsolo, a coisa é que eles vivem de cabeça pra baixo, e quando a “princesa” dos sub-solenses “cai” para a superfície… Enfim, uma premissa interessante, uma visual muito bonito e uma estória que mescla romance adolescente com um futuro distópico. Quando é que esse filme sai, pelo amor de Deus?!

Shin Sekai Yori (eps 11-13)


Tecnicamente falando, eu siria que SSY manteve o ritmo durante esse mês(e já chegamos na metade do anime, olha só! O tempo voa quando a gente se diverte). Mês passado eu falei isso, e vou repetir, mas o meu maior temor com relação a Shin Sekai Yori era o diretor, que era novato. Esse meu temor se confirmou de novo, não só por culpa dele, mas por causa do material em si. SSY originalmente é um livro, ou seja, as coisas dependem demais de diálogo para ser explicadas, que numa mídia visual(como anime) acaba virando meio maçante(a velha regra do mostrar, não falar). Se ele não tem culpa? Pode ser, pode ser que sim, afinal é trabalho dele achar um meio de transferir o que funcionou em forma de livro para funcionar em forma de anime.

Strike Witches The Movie


Diferente de alguns, eu não tenho estômago pra resenhar algo tão vazio. Sim, eu resenhei coisas piores do que esse filme no passado, mas existe uma diferença entre ser ruim(muita coisa pra reclamar) e ser vazio(não ter praticamente nada pra se dizer). O filme foi basicamente uma temporada concentrada em uma hora e meia, cenas de ação esparsa, drama desimportante e fraco, e no final aparece um problema maior e o poder da amizade resolve tudo. Nada novo, nada de especial. Talvez a única vantagem tenha sido passar rápido, em vez de demorar uma temporada.

Zetsuen no Tempest (eps 10-12)


Esse mês me deu vontade de parar de falar de Zetsuen, por causa de como as coisas progrediram lentamente, e tudo para que a Hakaze voltasse justamente na metade da série. Sinceramente, eles passaram tempo demais lidando com aquele dilema do barril, e a impressão que passa é que a apresentação foi exagerada. Quer dizer, eu ouvi gente que lê o mangá falando como aquela parte é cheia de mindfucks e coisa e tal, eu não achei, o rumo do pensamento dos personagens é lógico e direto. É como se o anime tentasse convencer a gente de ser mais inteligente do que ele é, o que é só Zetsuen de sempre, mas eu preferiria que eles continuassem só jogando as citações a Shakespeare.

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Uma resposta para Resumo mensal – dezembro de 2012

  1. N disse:

    Concordo com você com K e SSY. O primeiro, inclusive, nem sei como consegui assistir até o fim!

    Quanto ao C:B também concordo com a estória fraca e animação boa, mas foi uma série que me prendeu devido as lutas. De alguns animes que vi na temporada passada (a maioria não deveria nem ter perdido meu tempo, admito!) o C:B ainda foi o melhor! Claro, faltam muitos outros que estarei começando para poder fazer uma melhor comparação.

    Zetsuen Tempest, por outro lado, não me empolgou em nada! O sétimo episódio foi o último que vi e, vendo sua opinião, noto que fiz a coisa certa.

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